Experiências no Amazonas, Curitiba e São Paulo inspiram

A mediação cultural e dinamização da Biblioteca Pública de Manaus, no Amazonas, o programa Curitiba Lê, no Paraná, e o Projeto Empreendedorismo da Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos, na capital paulista, inspiraram a plateia do Seminário Internacional Biblioteca Viva durante o último painel do evento, conduzido por Marilena Nakano, da Rede Beija-flor de Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André (SP).

A apresentação do projeto de Empreendedorismo na BSP e BVL fechou a atividade, destacando que a experiência tem tudo para ser replicada em outros espaços, já que pode até valer-se de profissionais da própria comunidade atendida como um compartilhamento de saber. Fazendo referência à economia criativa, a iniciativa contou com empreendedores residentes na BVL em espaço de coworking formalizado através do Projeto Acessa Campus (informalmente, áreas da BSP e BVL são utilizadas por frequentadores nesse sentido). Nas duas bibliotecas, a programação inclui ainda oficinas e cursos de formação e informação para quem deseja iniciar ou expandir seu próprio negócio, em parceria com o Sebrae, abordando aspectos importantes para a geração de renda. Confira o vídeo com os detalhes em https://www.youtube.com/watch?v=2IJTtNLJgXM

Da região Norte veio a experiência da Biblioteca Pública do Amazonas, localizada em Manaus. A mediação cultural como proposta de dinamização do espaço, fundado em 1907 e restaurado posteriormente. A comunidade demandava mais atividades, dinamismo e proximidade com a biblioteca. Criou-se então, em 2016, a Divisão de Cultura e Extensão dentro do espaço, visando a criação de ações e eventos, o recebimento de visitas monitoradas, tratamento do acervo audiovisual, além de atividades de extensão. Naquele ano, houve até com boa repercussão a estreia da Feira de Troca de Livros e Gibis. Outras iniciativas seguiram esse caminho no decorrer do tempo como o Carnaval das Letras, Trocando Ideias, Conversas Cardiais, Exposição de Quadrinhos e Mostra de Cinema Brasileiro, além de apresentações musicais, teatrais e lançamento de livros de autores locais.

Por sua vez, o programa Curitiba Lê, da Fundação Cultural da cidade paranaense, compartilhou detalhes sobre as várias atividades realizadas por lá, que visavam, sobretudo, implementar uma política pública municipal para as áreas da Literatura, Livro e Leitura; organizar um serviço público prestado à comunidade, garantindo direito de acesso à Arte e Cultura (foram criados novos espaços e outros reestruturados com nova concepção de espaço físico e nova política de acervo); implantar projetos e ações de incentivo à leitura e criação literária; formação de leitores autônomos e críticos, de mediadores e também na área de criação. Entre os resultados, constam, hoje, rodas de leitura, varal literário, Roda Cine, Pausa para Poesia, Leitura na Praça, Clubes de Leitura, Pedal Social e Feira de Histórias.

Foto: Equipe SP Leituras.

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