Confira como foram os painéis do último dia do Seminário Biblioteca Viva

 

Os painéis do Seminário Biblioteca Viva, apresentados aos fins de cada sessão, são uma das atrações mais esperadas pelos participantes. Nesta quarta-feira, 25 de outubro, as experiências que deram certo foram das mais variadas e expuseram ideias que podem e devem ser replicadas ou adaptadas para outras realidades.

O primeiro case foi o Projeto Anonimato, de Mogi Mirim (SP), que incentivou alunos a relatar em texto e vídeo a história de servidores públicos de uma escola da cidade. O objetivo não era somente dinamizar a sala de leitura do espaço, mas também promover a produção de conteúdo literário e o sentimento de pertencimento tanto dos alunos que aderiram a ideia quanto dos funcionários retratos e empoderados pelo projeto.

Uma história muito emocionante veio de Marília (SP), cidade que fez um belo trabalho de advocacy. Lá se envolveu diversos interlocutores para a criação de um novo espaço para a biblioteca municipal. A equipe falou com a comunidade, a prefeitura, a Câmara de Vereadores, a sociedade civil e a imprensa. Inicialmente foi pensada uma reforma, mas ao longo do processo decidiu-se mudar o espaço para uma livraria que estava fechada. Os funcionários fizeram até um ato em defesa do equipamento no aniversário da cidade. A mudança não foi apenas de prédio, mas de mentalidade: fazia 11 anos que a biblioteca não comprava um livro.

A cidade de São Carlos (SP) compartilhou a experiência de um cardápio literário. Eles montaram um ‘restaurante’ diferente, que oferece literatura ao invés da comida. Entre os ‘pratos’ do menu estão o folclore, o cordel, adivinhas e trava-línguas. O resultado é um incentivo para que alunos e familiares participem da atividade e se envolvam com a escola, por meio de leituras individuais e coletivas.

A parte da tarde trouxe outras excelentes histórias. A capital paulista mostrou uma oficina de abayomi, uma boneca negra criada na época da escravidão. As mulheres negras confeccionavam essas belezas com pedaços de suas saias, único pano encontrado nos navios negreiros. A equipe do Instituto de Educação José de Paiva Netto mostrou como é são feitas as bonecas com retalhos de panos e o envolvimento dos participantes. A ideia é celebrar a cultura africana e mostrar as nossa origens.

A cidade de Arujá (SP) lançou um novo olhar sobre bibliotecas. Dois adolescentes voluntários criaram cursos na área de informática. Eles ensinam a usar o processador de texto Word, o software de animação Flash e o programa de desenvolvimento Scratch. Também montaram workshops de matemática, física, química, por exemplo. Mais recentemente, criaram um curso de teatro. Uma bela ação de inclusão social voltada para públicos de todas as idades.

Fechando os painéis, a Biblioteca Parque Villa-Lobos (SP) falou do Lê no Ninho, programa que faz a mediação de leitura para crianças de 6 meses a 4 anos. A equipe mostrou um pouco do histórico do projeto, contou sua atuação na prática e como foi a sua reformulação em 2016. Destacou também o uso de tablets, que podem ser uma ferramenta tecnológica de integração entre pais e filhos. Detalharam também as várias etapas do programa como o acolhimento, a contação de histórias, o uso de música e a interação com livros.

O Seminário Biblioteca Viva teve muito conteúdo bacana. Acesse mais no blog do evento —>
https://bibliotecaviva.org.br/blog

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