Pedro Bandeira emociona a platéia com suas histórias e seu carisma

“Aprende-se a ler, lendo. É como andar de bicicleta e nadar. Precisa praticar”, disse Pedro Bandeira, um dos mais conhecidos escritores da literatura infantojuvenil brasileira, ao público que o assistiu na tarde do dia 7, durante o 11º Seminário Internacional Biblioteca Viva, na conversa mediada pela jornalista Chis Maksud.

Inspirador e carismático, o autor santista agradeceu a platéia composta, em boa parte, por professores e educadores cujo papel em sua opinião é de fazer a ligação entre o livro e as crianças e jovens. “Sem vocês não há futuro no Brasil”. Ele recorreu a exemplos como o dos judeus e os luteranos que usaram o conhecimento, a palavra e os livros para se desenvolver ao longo da História.

Bandeira também destacou os contos de fadas e a histórias maravilhosas como fundamentais para a formação das pessoas. João e Maria lida com o medo universal das crianças do abandono pelos pais. “A história é uma representação da realidade que faz a criança sentir o problema sem ter que vivê-lo na realidade.  Este processo faz com que as pessoas amadureçam”, diz o escritor, que trabalhou como jornalista e estudou pedagogia e psicologia para escrever com propriedade e com as nuances exigidas pelas diferentes faixas etárias.

A tecnologia não ameaça os livros, na opinião de Bandeira. E por isso, ele segue seu caminho de escritor, que acredita na força da palavra e das histórias. Seu último lançamento é “Narizinho, a menina mais querida do Brasil”, uma adaptação de Monteiro Lobato, de quem foi fã na infância e uma paixão que segue até hoje.

 

 

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