Quem disse que os livros precisam estar no papel?

A literatura é multiplataforma e pode existir também nos podcasts de quem lê trechos de histórias ou de quem comenta sobre livros, cita escritores e faz pontes entre a ficção e a realidade. Esse foi um dos assuntos abordados na mesa-redonda “Escuta aqui: podcasts e literatura”, mediada por Giovanna Sant’Ana, coordenadora de projetos culturais da SP Leituras, deu início os trabalhos, no segundo dia do 11º Seminário Internacional Biblioteca Viva.

O debate reuniu podcasters com diferentes experiências. Da “Caixa de Histórias”, Paulo Carvalho, lê e dramatiza trechos de livros. Já em “As Desqualificadas”, a dupla Camila Cabete e Beatriz Alves, comenta, entrevista e dialoga com entrevistados. E em “O Lado Negro da Força”, Augusto Oliveira destaca o ponto de vista de negros nas áreas de cinema, quadrinhos, série. Destacaram-se as vivências pessoais de cada um dos integrantes da mesa e a forma como elas forjaram podcasts autorais. “Eu queria provocar o encontro raro de pessoas pretas que pudessem conversar sobre coisas que têm em comum”, diz Augusto, que cresceu na periferia de São Paulo com dificuldade de acesso aos livros. “O que as pessoas aqui têm em comum é contar histórias”, diz Beatriz Alves.

A curadoria que selecionou os integrantes da mesa escolheu programas que estabelecessem vínculos com as pessoas. Esta conexão entre o conhecimento, a leitura e a literatura e as pessoas é a que acredita-se, devem ter as bibliotecas de acesso público. “Você está sempre inspirando alguém”, diz Augusto.

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